
🙂🙃🙃 No átrio alto e quase totalmente branco de uma galeria de arte, fotografe um pôster de exposição: sobre um pedestal circular ergue-se uma instalação monumental, alguns objetos cotidianos enormes empilhados de forma desalinhada em uma arquitetura, com uma rampa em espiral branca serpenteando entre eles, transformando a natureza-morta em um caminho percorrível. Um visitante em escala humana real está no piso polido olhando para cima, provando com o corpo que é escala de galeria, não uma miniatura de estúdio. No topo da instalação senta-se um personagem gigante liso; chapéu, lenço e bolsa são blocos de roupa volumétricos; personagens menores iguais pontilham a rampa e as fendas, como se alguém já estivesse escalando. À direita ergue-se uma placa de sinalização correspondente, transformando o mesmo conjunto de categorias, ícones e setas em uma placa plana, servindo de legenda mútua com a escalada tridimensional. O sujeito é fotografia ou visualização 3D altamente realista, não ilustração. A instalação ocupa volume real, recebe luz de janela lateral-superior, projeta sombras no chão e deixa reflexos coloridos suavizados na pedra polida. O personagem é uma casca de brinquedo contínua com brilhos de luz de janela. Os corpos empilhados são blocos geométricos pintados a spray, com espessura sólida e bordas de camada; a espiral é um tubo branco fino e rígido que entrelaça-se na frente e atrás, cortando o contorno retangular. A tipografia plana fica como segunda camada colada na imagem, sem entrar na perspectiva, sem projetar sombra na arquitetura. O único traço manual é um slogan pintado descontraído, que pode ter um minúsculo rabisco do personagem. A composição coloca o monumento no centro-direita, deixando o terço esquerdo e os quatro cantos para as informações do pôster. O título principal fica aproximadamente na altura da cabeça do personagem, dialogando através de uma grande parede branca, jamais sobrepondo-se ao personagem ou à instalação. A instalação e o pedestal circular entram inteiros no quadro; parede e caixilhos são cortados, fazendo o espaço parecer maior que o pôster. Cada camada empilhada vira uma legenda de bloco de cor: uma palavra mais um símbolo pictográfico, levemente girado e desalinhado. O mesmo conjunto de cores gráficas altamente saturadas forma um circuito do título, do slogan pintado, da placa e do anel do pedestal, travando texto plano e objeto tridimensional em um único sistema. O título principal usa uma negrito industrial grande, compacta e levemente inclinada, empilhada em blocos de cor saturada, com volume suficiente para rivalizar com o personagem. Abaixo, uma frase explicativa menor e regular. O resto são o nome da instituição, número, data e um slogan de fechamento nos cantos, além do texto de rótulo nos objetos. A densidade de texto fica nas bordas, o centro reservado à instalação. Quase toda a cor altamente saturada empilha-se na instalação, colocada em um amplo espaço de tons claros branco-frio. A arquitetura é quase acromática. O personagem é o bloco mais claro e quente; camadas mais escuras e frias entremeiam-se, interrompendo o empilhamento quente para que leia como estratificação codificada e não como uma massa quente. Os reflexos no chão assentam a cor no espaço. Não colora a arquitetura, não sature o quadro inteiro, não faça um pôster de ilustração de personagem, não remova a figura de escala e o caminho em espiral, não deixe o título cavalgar sobre a instalação. ——————— Tema: pôster do Festival do Meio-Outono Protagonistas: o Coelho de Jade e os bolinhos da lua 🤪🥲😝