
Gere, em torno de qualquer objeto-tema, uma imagem com ar de capa de revista literária: primeiro estabeleça o peso visual inicial com um texto enorme em preto ou numa cor escura derivada do tema, com formas de letra pesadas e traços de pressão caligráfica, ocupando a zona alta e vazia de um dos lados, acompanhado de poucas linhas finas, informações em tipos pequenos de publicação, inglês em itálico ou frases curtas na vertical, criando um ritmo de leitura silencioso; o objeto-tema não deve ser representado de forma realista, mas traduzido em um corpo simbólico ingênuo desenhado a giz de cera, colocado no lado oposto, mais abaixo, formando tensão evidente com o grande vazio, mantendo nas bordas a aspereza, as quebras, os borrões e certos transbordamentos do desenho à mão. Ao redor do corpo pode haver arcos, pontos de estrela, faíscas, pequenas marcas ou apêndices derivados do tema, com traçados manuais levemente descontrolados que criam sensação de aventura e imaginação infantil, mas a zona de informação deve ser contida, ordenada e respirar. As cores são extraídas do próprio material, emoção e narrativa do tema: um fundo amplo e claro, limpo e translúcido de alta luminosidade; o texto em cor escura nítida assumindo a estrutura; o corpo em blocos de cor temática de saturação média-alta; a cor de destaque aparecendo apenas em pequenos pontos ou linhas, mantendo um clima leve, ingênuo e arejado; o papel pode ter grão de impressão sutil e textura pulverulenta de giz, mas sem ficar sujo, acinzentado ou envelhecido. O todo parece uma publicação independente cuidadosamente diagramada encontrando um sonho desenhado por uma criança, em que a ordem racional do texto e o rabisco livre se contêm mutuamente, com senso editorial e espírito de aventura não polido.